Osteoporose
O tecido ósseo
O Esqueleto é um sistema dinâmico bem organizado.
Formado por cristais de Hidroxiapatita (constituÃdo principalmente pelo cálcio 2 fósforo), uma matriz de fibras colágenas (formados principalmente pela hidroxiprolina) e células altamente especializadas como os osteoblastos (cuja função é a sÃntese do colágeno e renovação óssea).
Os ossos dividem-se em trabecular (esponjoso) e cortical (compacto), o primeiro aparece nas extremidades (epÃfises) dos ossos longos e no centro do osso curto chatos. Já o cortical aparece nas diáfises dos ossos longos e recobrindo os ossos curtos e chatos. A maior parte do esqueleto é feita de ossos corticais (cerca de 80%).
A Osteoporose é uma doença óssea disseminada por todo o esqueleto, caracterizada por uma baixa massa óssea e uma determinação da microarquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e suas suscetibilidade a fraturas. (sitta, 1998).
As fraturas ósseas e suas complicações são as principais manifestações clinicas da osteoporose, pois na maioria dos casos trata-se de uma doença silenciosa. Embora todos os ossos sejam suscetÃveis, as fraturas mais comuns ocorrem no colo do fêmur, vértebras e punho.
A idade é um fator determinante da densidade óssea. Ao redor dos 40 anos de idade, a massa óssea começa a diminuir gradativamente em ambos os sexos.
A inadequada sÃntese de osteóides leva a osteopenia, que é uma pré-condição para a osteoporose.
Existem basicamente dois tipos de osteoporose: Primária e Secundária correspondente a menos de 5% dos casos.
Os exercÃcios
A magnitude de um osso é fruto das cargas mecânicas por ele sofrido (frontera 1999).
A sobrecarga gravitacional e a contração muscular são os maiores componentes homeostase mecânica esquelética: A freqüência e a magnitude das forças mecânicas aplicadas sobre os ossos afetam potencialmente o conteúdo mineral ósseo. Quando á dieta, o sistema hormonal e os estÃmulos mecânicos estão em balanço, tanto a massa óssea quanto os nÃveis séricos de cálcio permanecem em equilÃbrio.
A atividade fÃsica desempenha dois importantes protetores sobre o esqueleto: A diminuição da incidência e da severidade das quedas, metonia da qualidade e quantidade dos ossos, mas também outros fatores relacionados ás quedas, como a força muscular, a flexibilidade, o tempo de reação e o balanço, além do fato de que o risco para quedas e fraturas do quadril é menor em pessoas que exercitam regularmente, em comparação a pessoas sedentárias (Boyce & Vessey 1988; Wickam Et Al; 1989).
Os estudos que comparam a DMO de atletas de diferentes modalidades demonstraram que o treinamento com peso (musculação) pode aumentar de forma significante a densidade mineral óssea (Klesges Et Al, 1996).
A musculação, quando bem orientada, tem um grande efeito osteogêneses e um baixo grau de risco de fraturas por queda pois a maioria dos aparelhos possui apoio seguros e posições confortáveis .
O programa de musculação deve ser diversificado, utilizando diferentes situações de esforço, e envolvendo força impostas de maneira rápida (respeitando o nÃvel de cada um), que são formas mais efetivas de indução e estimulação a osteogêneses.
Os indivÃduos devem ser cuidadosamente monitorados durante pressão de treinamento com pesos e um grande cuidado deve ser dado ao estabelecer a carga de trabalho.
O efeito osteogênico da musculação é conseguido por ser um exercÃcio que impõe um estresse ao esqueleto através de forças de reação das articulações o chamado pisioeletrico.
Lembrando que um estudo feito com nadadores do sexo masculino demonstrou um pequeno aumento da DMO quando acompanhados com homens sedentários, a diferença era modesta quando comparado com os efeitos de exercÃcios com sobrecarga (O Crou e Cols; 1987).
Para o DMO ser afetada pela atividade fÃsica é necessário esta atinja um limiar mÃnimo de estimulação no osso, de modo que seja induzida uma resposta osteogênica. Ultrapassar ou ficar abaixo desse limiar leva respectivamente, a hipertrofia ou atrofia óssea entretanto, deve-se ter cuidado com atividade de alta intensidade, pois elas podem causar mais danos do que benefÃcios uma vez que esse pode não se adaptar suficientemente rápido para prevenir fraturas por fadiga ou microtraumas. Ainda não se sabe qual é a carga ideal para prevenir estresses mecânicos no osso através da atividade fÃsica.
O exercÃcio fÃsico deve ser utilizado como fator contribuinte para o aumento da DMO, sem desconsiderar-nos o papel de outras terapias ou formas de tratamento tais como: reposição de cálcio através da dieta equilibrada, reposição hormonal.

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