Arquivos mensais: agosto 2011

Atividade Física potencializa o tratamento do Diabetes tipo 2!

 

Por Viviane Oliveira

O Diabetes é uma doença de razões múltiplas, caracterizada por taxas elevadas de glicose e resultante na falta de produção ou resistência a ação da INSULINA, hormônio produzido no Pâncreas e responsável pela regulação dos níveis glicêmicos. Ela é causadora de amputações e doenças nos olhos porque atinge tecidos periféricos que não precisam de insulina para regular a entrada da glicose na célula, causando a destruição da mesma pelo excesso de glicose.
O Diabetes pode ser de tipo 1 ou tipo 2. A tipo 1 é auto-imune, comum em crianças e adolescentes de 5 a 15 anos, resultante de fatores genéticos predisponentes que culminam na destruição total ou quase total das Células de Langerhans, ou seja, as células do pâncreas produtoras da Insulina, ocasionando a não produção limitada da mesma. Já a tipo 2, é de razão multifatorial e tem influências genéticas (hereditariedade) e ambientais, como Obsesidade, Sedentarismo, Idade, Dietas ricas em açucares.  Além de envolver o aumento da produção hepática de glicose e diminuição da secreção e diminuição da sensibilidade à insulina.
A obesidade é frequente e determinante para o surgimento do Diabetes porque as Células de gordura produzem hormônios que comprometem a secreção e a ação da insulina.
O tratamento do Diabetes tipo 1 é feito através de doses diárias de Insulina. No tipo 2, o tratamento é por dietas adequadas, Hipoglicemiantes orais ou Insulina e Atividade Física. A Atividade Física para diabéticos do tipo 1, trás benefícios em termos comuns a todos indivíduos praticantes de atividades físicas, no que diz respeito as adaptações metabólicas como regulação dos níveis hormonais e aumento das reservas de glicogênio hepático e muscular, mas não atuam na regulação glicêmica. Já para os diabéticos do tipo 2, a atividade física proporciona o aumento da sensibilidade à insulina, da captação de glicose pelos tecidos e redução na quantidade de medicação necessária.
Em ambos os casos, a atividade deve ser orientada por um profissional de Educação física e sempre conferindo o valor da glicemia antes da prática da atividade.