Arquivos mensais: abril 2013

Atividade Física Na Terceira Idade

Atividade Fisica Terceira Idade

A atividade física regular pode aumentar a longevidade dos desportistas mais velhos em alguns ou muitos anos: aumento do fluxo sanguíneo para os órgãos vitais, melhora da fórmula sanguínea; pressão arterial atenuada; redução da incidência de câncer e doença neurológicos senis (ALZHEIMER) e, por fim, manutenção do seu sistema neuromuscular (Equilíbrio, Músculo, Ossos e Articulações), tudo isso leva os mais velhos a se tornarem independentes e com ótima qualidade de vida.

Embora a velocidade e forma de envelhecer variem de indivíduo para indivíduo (genética), evidências recentes, entretanto, sugerem que a deterioração dos órgãos e sistemas não é inevitável e que os chamados efeitos do envelhecimento podem ser mais um resultado dos fatores externos fenótipo: sono irregular, poluição álcool, fumo, entorpecentes, estresse diário, má alimentação, avaliação médico esporádica e, principalmente, o estilo de vida sedentário.

Ortopedistas, fisioterapeutas e educadores físicos precisam estar atentos à anatomia e fisiologia do atleta idoso para poder diferenciar o envelhecimento normal do patológico. Cito aqui as principais alterações músculo esqueléticas e como o exercício físico regular, influencia positivamente na saúde dos fisicamente ativos.

OSSOS

Os homens perdem massa óssea a uma velocidade de 0,5% a 0,75% por ano após os 40 anos. As mulheres de 1,5% a 2% ao ano antes da menopausa e até 3% ao ano depois da menopausa. A solicitação da densitometria óssea no pré-exercício é fundamental, pois pode haver casos de osteoporose precoce. Exercícios de musculação e os da força (pilates) são os mais indicados para o tratamento da perda óssea progressiva, aliadas à exposição ao sol, ingestão de alimentos/ suplementos com cálcio, vitamina D e reposição hormonal (recomendação médica).

MÚSCULOS

A fraqueza muscular nos mais idosos tem impacto negativo direto sobre sua capacidade em realizar as suas atividades cotidianas. A perda de massa muscular acontece em fibras aeróbicas, mas principalmente nas fibras musculares que geraram força: anaeróbicas. Acredita-se que esta perda acorre em torno de 15% por década, entre 50 e 70 anos, e decaindo 30% por década, depois dos 70 anos. É agora evidente que o treinamento neuromuscular- musculação- regular e intensivo pode minimizar ou inverter esse declínio na massa muscular até mesmo na oitava década da vida.

CARTILAGEM ARTICULAR E MENISCO

Pelo fato da nutrição ocorrer por difusão na cartilagem articular e no menisco, o movimento, principalmente o treinamento físico bem orientado, facilita grandemente este processo e a cartilagem articular e o menisco respondem com hipertrofia- aumento do seu conteúdo. Reciprocamente, quando uma articulação é destituída de movimentos- inatividade ou imobilização- ocorrerá atrofia por desuso. Por outro lado, o excesso de exercícios sobre uma cartilagem despreparada- principalmente atividades repetitivas e/ou de alto impacto, podem gerar amolecimentos, fissuras e dor, destruindo precocemente a articulação.

LESÕES E PREVENÇÃO

É notório que com o avançar da idade os declínios estruturais e funcionais se tornem evidentes. Por isso, se faz necessário seguir algumas orientações, que se tornarão importantes para uma prática de exercícios segura e permanente: praticar esportes coletivos sem fins competitivos e com praticantes de faixa etária semelhante; não ser “atleta de fim de semana”; manter-se próximo ao peso ideal; manter bons níveis de força (musculação) e flexibilidade (alongamentos); realizar eletrocardiograma de esforço e consulta com um ortopedista anualmente, e finalmente, respeitar os seus limites e sinais de lesão. A lesão é como o câncer, se não tratada imediatamente, pode ter efeitos irreversíveis.

OBS: Atualmente existe um suplemento que tem sido prescrito pelos ortopedistas com a finalidade de tratar e retardar a doença degenerativa da cartilagem: artrose. É a glicosamina e a condroitina.
Se tiver dúvidas, pergunte ao seu ortopedista ou fisioterapeuta da academia.

Por Vinícius Galvão a Anderson Lopes