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Sabia que o exercício físico combate Diabetes millitus?

Diabetes millitus DM, é uma doença crônica, DM tipo1, quando o pâncreas não produz o hormônio insulina, devido a destruição das células beta e DM tipo2, tem como caráter principal aumento da glicemia nos níveis normais, por conta da resistência da insulina.

 

São necessários cuidados com o DM para que a doença não possa agravar os órgãos alvos: pâncreas, fígado, coração e rins. Assim se deve administrar medicamentos farmacológicos para o tratamento, evitar as possíveis comorbidades, que são: doenças cardiovasculares, hipertensão, aterosclerose, retinopatias, neuropatia (pé diabético), dentre outras. Outro grande aliado no combate DM é o exercício físico EF.

Muitos estudos têem demonstrado que o EF resulta em melhoras significativas para os portadores de DM, principalmente o DM2, como a redução da glicemia após a realização de exercício, queda da glicemia de jejum, da hemoglobina glicada (HbA1c), bem como melhora da função vascular.

Arsa 2009 apud, Poirier et al. avaliaram, em diabéticos tipo 2, as respostas da glicemia e insulinêmica durante e após realização de EF (1 hora a 60% do VO2pico) nas condições de jejum e alimentado. O efeito do exercício em reduzir a glicemia foi melhor quando os participantes se alimentaram duas horas antes de sua realização. Segundo os autores, a ingestão alimentar antes do exercício fez com que os praticantes realizassem o mesmo com a insulinêmica mais elevada, e que somado ao efeito do exercício em captar glicose por vias independentes à ação da insulina, isto teria contribuíndo para um maior efeito hipoglicemiante pós-prandial em relação à condição jejum.

Portanto, o diabético precisa e deve praticar EF. Porque a pratica regular do EF melhora a sensibilidade da insulina, seja treino musculação ou aeróbio. A fim de que cada tipo de EF tenha seu papel, o aeróbio pelo efeito agudo e amusculação pelos benefícios crônicos como por exemplo: aumento da taxa metabólica basal.

Por, Ademar Bessa, graduado Ed. Física(UNIRB) e especialista em atividade física adaptada e saúde(UGF)

REF. Arsa et. al, artigo. Rev. Bras Cineantropom Desempenho Hum 2009, 11(1):103-111.