Parar de Fumar Engorda Quanto? A academia ajuda no combate ao cigarro?

Parar de Fumar Engorda Quanto

Uma das preocupações que o fumante tem quanto decide parar de fumar é exatamente o quanto parar de fumar engorda. O vício de fumar é um dos mais difíceis de ser tratado. Em vários países do mundo, os dependentes são reabilitados nos mesmos centros de desintoxicação das demais drogas químicas. O bom mesmo é não cair na tentação e não experimentar. A capacidade viciante do cigarro é extremamente elevada e as tentativas de abandonar o vício, com tratamentos alternativos, são frequentemente frustradas: adesivo e chiclete de nicotina, medicamentos, psicoterapia, acupuntura etc.

Determinar quantos quilos as pessoas acumulam, em média, depois que deixam de fumar foi o objetivo dos pesquisadores coordenados por Henri Aubin, professor de psiquiatria do Hôpital Paul Brousse, na França. Doze meses depois de abandonar o cigarro, as pessoas engordam, em média, 5 quilos. A maior parte do peso é acumulado nos primeiros três meses: “Há muito tempo se sabe que a nicotina inibe o apetite e acelera o metabolismo, estresse químico; quando o organismo deixa de recebê-la, o ex-fumante engorda.”

A atividade física regular é sabidamente uma efetiva estratégia terapêutica no combate ao vício do cigarro. A liberação de endorfinas reduz bastante a fissura (que é o enorme desejo de voltar a fumar ), bem como os efeitos adversos desse período: tremores, irritabilidade, insônia, aumento do apetite, depressão… O exercício físico libera substâncias anti-inflamatórias que ajudam combater os efeitos deletérios da fumaça do cigarro. Por fim, o gasto calórico advindo da atividade física tende a neutralizar o ganho de peso no ex-fumante.

Musculação sem contra-indicação para crianças e adolescentes

Musculação sem contra-indicação na infância e adolescência

Fonte Imagem: crossmedia.com.br

 

O tema relacionado a musculação para crianças e adolescentes tem sido tratado de forma inadequada em nossa impressa, principalmente entre os médicos. Não existe pesquisa científica mostrando lesões em epífises de crescimento em crianças diante da prática da musculação. É na maioria dos esportes coletivos (p. ex. futebol) e artes marciais, onde ocorrem inúmeras lesões ortopédicas e a musculação para adolescentes e crianças vem para reabilitá-las, além de ajudar a prevenir, pois ajuda a fortalecer a musculatura e articulações.

O número de lesões durante a musculação bem orientada, com um profissional de educação física qualificado, é quase inexistente. Menos de 1% das consultas em centros de emergências são devido a lesões em treinamento com pesos, que geralmente ocorre com atletas de levantamento olímpico e arremessadores. A realização de treinos de musculação em academias, com orientação adequada de um profissional de educação física qualificado, não oferece grande riscos a saúde pois as cargas são ajustadas à força de cada individuo, não existem aceleração e desaceleração violentas, há ausência de choques e torção corporal entre os praticantes e praticamente inexiste o risco de quedas. Os equipamentos são biomecanicamente bem projetos.

A idéia de que praticar musculação na infância e adolescência prejudicaria o desenvolvimento da criança e do adolescente foi derrubada no fim de 2010. Numa das maiores revisões sobre o tema, especialistas do Institute of Training Science and Sports Informatics, em Colônia, na Alemanha, analisaram dezenas de estudos feitos nas últimas décadas sobre treino de força para meninos e meninas entre 6 e 18 anos.

A conclusão foi que a musculação na adolescência e infância traz benefícios quando bem orientada, contrariando a afirmação de que crianças e adolescentes deveriam evitar a musculação que até então tinha como justificativa que a falta de testosterona, o hormônio que estimula o aumento de massa muscular em adultos, poderia resultar em baixa estatura e danos físicos.

A Academia Americana de Pediatria, o Colégio Americano de Medicina Esportiva e a Sociedade Canadense de Medicina Esportiva defendem que tanto crianças quanto adolescentes se beneficiam da prática de musculação para evitar ganho de peso e fortalecer os músculos desde cedo. Um aspecto teoricamente favorável em relação à modalidade, é que a musculação está entre as atividades físicas que mais estimulam a liberação do hormônio do crescimento.

Vale ressaltar que pesquisas do IBGE indicam que 83% dos jovens brasileiros em idade escolar assistem a mais de duas horas de TV por dia, 70% deles têm uma ou menos aulas de educação física por semana e 32% dos jovens em idade escolar entre 11 anos e 19 anos estão com sobrepeso ou são obesos. A musculação na adolescência e infância ajuda o adolescente e a criança contra a obesidade, além de combater o sedentarismo.

Por: Vinícius Galvão

Expectativa de Vida do Brasileiro Aumenta 25 anos em Relação a 1960

Envelhecer com saúde

O brasileiro teve um aumento de 25 anos em sua expectativa de vida se comparada a década de 60! Os dados do censo 2010, mostram que em meio século (1960-2010), a expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos, passando de 48 para 73,4 anos de idade. Por outro lado, o número médio de filhos por mulheres caiu de 6,3 filhos para 1,9 nesse período, valor abaixo do nível de reposição da população. Essas mudanças alteram a pirâmide etária, com estreitamento da base e o alongamento do topo, refletindo a estrutura da população mais envelhecida, característica dos países mais envelhecidos.

A participação da população de 65 anos ou mais saltou de 2,7% para7,4%, o que abre perspectivas e oportunidades para os que queriam trabalhar com pessoas mais idosas: geriatra, cuidador de idosos, fisioterapeuta e principalmente o profissional de educação física .

A evolução da medicina, tanto preventiva como curativa, teve importante papel neste processo, mas é com a atividade física regular aliada a re-educação alimentar e bons níveis de sono, os fatores principais para se ter um envelhecimento saudável.

A atividade física regular previne a obesidade e assim, a hipertensão, cardiopatia, diabetes, AVC, a apnéia do sono, artrose e alguns tipos de câncer. Melhora a autoestima e, a socialização reduz a solidão e a depressão, comuns nesta faixa etária. A musculação na terceira idade (mas não somente nela) mantém a massa muscular e com isso, a força nos mais idosos, fator preponderante para manter a sua locomoção, independência e melhor qualidade de vida.