Atividade Física potencializa o tratamento do Diabetes tipo 2!

 

Por Viviane Oliveira

O Diabetes é uma doença de razões múltiplas, caracterizada por taxas elevadas de glicose e resultante na falta de produção ou resistência a ação da INSULINA, hormônio produzido no Pâncreas e responsável pela regulação dos níveis glicêmicos. Ela é causadora de amputações e doenças nos olhos porque atinge tecidos periféricos que não precisam de insulina para regular a entrada da glicose na célula, causando a destruição da mesma pelo excesso de glicose.
O Diabetes pode ser de tipo 1 ou tipo 2. A tipo 1 é auto-imune, comum em crianças e adolescentes de 5 a 15 anos, resultante de fatores genéticos predisponentes que culminam na destruição total ou quase total das Células de Langerhans, ou seja, as células do pâncreas produtoras da Insulina, ocasionando a não produção limitada da mesma. Já a tipo 2, é de razão multifatorial e tem influências genéticas (hereditariedade) e ambientais, como Obsesidade, Sedentarismo, Idade, Dietas ricas em açucares.  Além de envolver o aumento da produção hepática de glicose e diminuição da secreção e diminuição da sensibilidade à insulina.
A obesidade é frequente e determinante para o surgimento do Diabetes porque as Células de gordura produzem hormônios que comprometem a secreção e a ação da insulina.
O tratamento do Diabetes tipo 1 é feito através de doses diárias de Insulina. No tipo 2, o tratamento é por dietas adequadas, Hipoglicemiantes orais ou Insulina e Atividade Física. A Atividade Física para diabéticos do tipo 1, trás benefícios em termos comuns a todos indivíduos praticantes de atividades físicas, no que diz respeito as adaptações metabólicas como regulação dos níveis hormonais e aumento das reservas de glicogênio hepático e muscular, mas não atuam na regulação glicêmica. Já para os diabéticos do tipo 2, a atividade física proporciona o aumento da sensibilidade à insulina, da captação de glicose pelos tecidos e redução na quantidade de medicação necessária.
Em ambos os casos, a atividade deve ser orientada por um profissional de Educação física e sempre conferindo o valor da glicemia antes da prática da atividade.

 

Os Benefícios da Musculação para Corredores


Quando falamos em treinamento de força (musculação) para corredores nos vem à cabeça aquela pessoa forte que não pratica nenhum tipo de exercício aeróbico. Contradizendo o mito de que corredores não podem praticar musculação, estudos na área de Treinamento Desportivo e Fisiologia do Exercício comprovaram a importância de associar no treinamento de corrida, exercícios de musculação.

Mesmo quem não é atleta, mas corre o ano todo, precisa manter um mínimo de força para treinar. Assim o treinamento de força pode e deve ser trabalhado de várias formas e métodos, tanto de um modo geral como específico. Por isso um bom programa deve ser direcionado a aumentar as diversas manifestações da força, tais como: força pura, dinâmica, explosiva, Resistência Muscular localizada e endurance.

 

BENEFÍCIOS

São inúmeros os benefícios para o corredor quando ele inclui musculação em seu treinamento. A necessidade se torna cada vez maior devido ao aumento do numero de lesões nos músculos e articulações que certamente poderiam ser evitados com a realização de um treinamento de força adequado, supervisionado por um Educador Físico. Com isso, cito alguns benefícios dos exercícios físicos:

 

  • Correção de desequilíbrios musculares entre lado direito e esquerdo do corpo e diferenças de forças entre os músculos;
  • Melhora do sistema musculoesquelético (músculos, tendões, ligamentos e articulações), proporcionando menor probabilidade de lesões decorrentes dos movimentos repetitivos da corrida;
  • Maior habilidade e coordenação do esforço muscular necessário ao movimento, otimizando a eficiência na corrida;
  • Melhora da postura e da força muscular como um todo, e melhora da estabilização dos músculos do tronco e quadril responsáveis pela transmissão de força para os membros inferiores;
  • E para os mais velhos, além dos benefícios já citados inclui-se ainda a prevenção da sarcopenia (redução da massa muscular), e da osteoporose (diminuição da massa óssea) proporcionando um aumento do tamanho do músculo em decorrência do resultado do aumento nas proteínas contráteis e aumento da densidade mineral óssea diminuindo o risco de osteoporose e fratura por estresse.

 

 

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES:

  • As séries, a carga e repetições devem ser escolhidas de acordo com a distância percorrida na prova;
  • A musculação pode ser feita no mesmo dia ou junto coma corrida desde que as duas sessões não sejam de alta intensidade;
  • O treinamento de força deve ser treinado o ano todo;
  • Os excessos devem ser sempre evitados. Treinar 2 a 3 vezes por semana em dias alternados pois combinará com um período de recuperação dos treinos fortes da corrida;
  • Qualquer corredor, amadores ou de elite, devem seguir orientações de profissionais de Educação Física habilitados pelo respectivo CREF(Conselho Regional de Educação Física);

 

CONSCIÊNCIA DO PRATICANTE E ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL GARANTEM UNIÃO DURADOURA E HARMÔNICA ENTRE CORRIDA E MUSCULAÇÃO.

LÁZARO MAIA BATISTA

Licenciado e Bacharel em Educação Física (UCSAL)

CREF: 006344-G/BA

 

Artrose e Atividade Física


O aumento significativo da produção científica na área de saúde (medicina, nutrição, educação física…) Associado ao maior Investimento na área de saneamento básico são apenas dois fatores citados como responsáveis pelo  aumento da longividade em indivíduos nos países em desenvolvimento, incluindo o brasil.

Uma das conseqüências negativas para este constante aumento da idade é o desgaste natural das articulações, particularmente a cartilagem, que é a estrutura que reveste as extremidades ósseas, resultando numa patologia denominada  artrose, osteoartrose ou osteoartrite. Obesidade, sedentarismo, alterações posturais nos membros inferiores e excesso de exercícios sem orientação profissional (periodização do treinamento), são outros fatores contribuintes. Condromalácia ou condropatia patelar é a forma de artrose, mais prevalente entre as mulheres. No “desespero” de emagrecer e ganhar  músculos rapidamente nas pernas e glúteos, elas realizam diversas modalidades de uma só vez: spinning, jump, step, corrida, musculação,etc., e quando as pernas ficam bonitas e torneadas, o que fazem? Usam sapato alto freqüentemente, o que é um veneno para esta patologia.

 

A atividade física bem planejada pelo educador físico além de fortalecer os músculos, fortalece também as demais estruturas circundantes: cartilagem, ossos ,tendões, meniscos e ligamentos. Por isso é importante seguir a orientação do profissional de educação física. No entanto, os alunos que possuem condromalacia patelar ou artrose, deveriam ser avaliados pelo fisioterapeuta Vinicius Galvão, munidos de exames de imagem (ressonância magnética, rx), para que fosse elaborado um programa de exercícios com suas devidas limitações e contra indicações.

 

O tratamento bem elaborado para o tratamento da condromalácia patelar deve incluir: perda progressiva da gordura corporal, alongamento de músculos específicos, crioterapia (gelo)  aplicada adequadamente, fortalecimento com exercícios em ângulos seguros e orientações gerais quanto às aulas permitidas, utilização de  tênis adequado, e uso de condroprotetores que são suplementos que tem por finalidade aumentar a resistência das cartilagens. Condroflex e Artolivre são os, mas conhecidos, porém muito caros.

Dica: o mesmo suplemento ,importado dos estados unidos, é encontrado por menos da metade do preço nas lanchonetes da academia espaço 10 : ART AID.

Realize atividade física sempre com um profissional de educação física. Esta é a melhor maneira de melhorar  sua saúde com total segurança e ótimos resultados. Bom treino.