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Bruno Sampaio - Coordenador de Musculação da Espaço 10
Bruno Sampaio Ramos, 27 anos, é um dos coordenadores de Musculação da Academia Espaço 10.


Poderia estar hoje brilhando nos gramados com a camisa do Bahia ou de outro grande clube, mas o destino e a aptidão o levaram para a Educação Física, para o ensino da musculação. Se define como alegre, positivo, carismático, que "corre" atrás do que quer, seja no aspecto profissional ou afetivo, muito amigo, que eleva o astral de todos.

"Antes não sabia usar minha inteligência, mas hoje já sei, quer para trazer idéias para a empresa ou para oferecer surpresas para minha família, minha namorada", afirma Bruno, que perdeu a mãe muito cedo, e tem no pai e nos irmãos seus grandes parceiros, e em Cida, sua grande paixão. Confira o bate-papo com o coordenador de musculação numa manhã de terça-feira na unidade Canela:

Conte-nos um pouco do seu histórico profissional ...

Bruno - Sempre tive um sonho muito grande de ser um atleta de futebol. Joguei nas divisões de base do Bahia da categoria dente-de-leite até a equipe de juniores, conciliando os treinamentos com o estudo. Era meia-direita. Fiquei no clube até quando ocorreram mudanças na diretoria, com reflexo no elenco de jogadores. Tinha quase 19 anos e fazia o 3º ano. Passei de ano, com boas notas, sem repetir, como já havia acontecido nas séries anteriores. Os dois últimos anos foram mais complicados nos estudos, pois estava com idade quase "estourada" (no futebol, idade em que o atleta não pode mais atuar nas categorias inferiores do clube e tem que seguir para o estágio profissional) e queria me profissionalizar.

E a partir daí ?

Bruno - Como as coisas não deram certo com o futebol, e tinha acabado de concluir o 2º grau, parti para o vestibular. O primeiro foi para Direito. Como não era o que eu realmente queria, não estudei com "aquela" vontade. Comecei a fazer cursinho, ainda envolvido com futebol. Treinava com um grupo de jogadores na praia, e tinha um empresário, que prometia me levar para o exterior. Foi uma decepção, pois não deu certo. Em contrapartida, tive a alegria em passar no curso de Educação Física da Universidade Católica do Salvador no primeiro semestre de 1998. Botei na cabeça, e inclusive comentei com o meu pai na época, que iria vencer nesta profissão.

Praticou outros esportes, ainda pratica ?

Bruno - Sim, mas não com tanto vigor, emoção e prazer quanto o futebol. No Colégio 2 de Julho, pratiquei vôlei, basquete, atletismo nas Olimpíadas Baker, e ganhei muitas medalhas. Hoje, faço musculação e jogo "meu" futebol.

E como foi o curso de Educação Física ?

Bruno - Após esquecer a idéia de me profissionalizar no futebol, tive muito sucesso no curso que escolhi. Me graduei em Educação Física com boas notas.

A carreira profissional ... Como começou ?

Bruno - No 2º semestre da faculdade, comecei a estagiar em colégio, no Severino Vieira, mas percebi que não era minha área a educação física escolar. Fiquei apenas seis meses por lá. Surgiu a oportunidade de me inscrever no IEL (Instituto Euvaldo Lodi), e consegui um estágio na Academia Power Fitness, que funcionava no Clube Espanhol. Claudinho, proprietário da Academia, foi o primeiro a me orientar sobre fitness, qualidade de vida e saúde, além do trabalho com grupos especiais.

Recebi, posteriormente, um convite de Luciano e Pedrinho, sócios de Claudinho no Clube Espanhol, para trabalhar numa academia que eles estavam abrindo no Hotel Othon, a Salvador Fitness. Passei a conciliar os estudos - estava no 5º semestre - com os estágios nas duas academias. Foi um tempo de ganho muito expressivo de conhecimento.

Nesta época, fiz dois cursos com Vinícius (Vinícius Galvão, coordenador técnico da Espaço 10). O primeiro foi "Atualização em Musculação" na Fonte Nova, que gostei muito, pelo conhecimento e inteligência de Vinícius. Quando soube que o curso "Qualidade de Vida, Nutrição e Saúde", numa academia que tinha no bairro dos Aflitos, teria Vinícius Galvão como palestrante, falei logo - "Vou fazer esse curso, pois ele é "fera" na área". Neste segundo curso, tive oportunidade de conhecê-lo melhor a partir da minha participação em sala. Estava com muita vontade de aprender, estudar.

Me destacava nas academias pelo meu dinamismo, sabia dar atenção a todos os alunos. Há cinco anos, quando estagiava apenas no Othon, Vinícius resolveu montar a academia dele na Piedade e Claudinho, sabendo do "fogo" que eu tinha em aprender, me indicou. Fui à Espaço 10, que ainda estava em obras, conversei bastante e escutei que "você já está com a gente". Me desvinculei da Salvador Fitness, deixando claro que queria aprender com Vinícius Galvão, e fiquei cinco meses em treinamento até ele abrir a Academia.

Então, na inauguração da Espaço 10 você já entrou como professor. E daí até chegar à coordenação ?

Bruno - A equipe inicial era formada por Jean (Jean Monteiro, coordenador de musculação da Espaço 10) que trabalhava pela manhã, Vinícius à tarde, e eu pegava o turno da noite.

Foi nesta época que eu conheci Jean. Ele ainda era "verde" na área, enquanto eu já tinha experiência de duas academias. Hoje ele fala que deve muito a mim, que o ajudei a enfrentar essa etapa inicial, passando o meu conhecimento. Sempre digo a ele que aprendeu com a Espaço 10, com todas as pessoas, com a vida.

Quando faltavam dois semestres para a conclusão da minha faculdade, ainda professor da Espaço 10, pintou uma oportunidade na Academia Rush. Foi com o Daniel Diniz, pessoa que inclusive produziu um artigo científico comigo, tempos depois, no curso de especialização. Ele apresentou a Vinícius um projeto para avaliação física na Espaço 10, e por aqui ficou algum tempo, uns seis a oito meses cuidando desta área. Conversava muito comigo sobre coluna, joelho, fisiologia, e sentiu o meu potencial, comprovando o que Claudinho, que me considerava o melhor estagiário que tinha passado por suas mãos, havia lhe dito.

Bem, o Daniel assumiu a coordenação geral da Rush e me convidou para ser coordenador de turno na equipe dele. Consegui levar adiante uma carga de 6 horas na Espaço 10, 4 horas na Rush e ainda estava concluindo minha faculdade. Com Daniel, aprendi a fazer avaliação física e, a partir daí, fiquei com as funções de coordenador da Rush, avaliador físico das duas academias e professor da Espaço 10. Com tantas atividades, atrasei minha formatura em praticamente um ano.

Por coincidência, quando me formei, a Espaço 10 estava abrindo a filial Canela, e recebi o convite para assumir a coordenação, idéia de cargo que trouxemos da Rush e de outras academias. Continuei fazendo "personal" (personal trainning) por lá (Academia Rush) e assumi uma coordenação na Espaço 10 (Walter Xerxer e Vinícius Galvão eram os outros coordenadores), onde também fazia avaliação física.

Conclui meu curso de Educação Física e logo depois parti para a Especialização. A partir de uma dica de Vinícius, entrei na Pós Graduação Latu Sensu em Atividade Física Adaptada e Saúde da Universidade Gama Filho, que mantém um convênio com a Faculdade de Tecnologia Empresarial daqui de Salvador. A especialização trazia entre suas disciplinas, a promoção de atividades com grupos especiais, como hipertensos, idosos, pessoas com problemas ósteo-mio-articulares, fibromialgias ... Conclui o curso em Julho de 2004, quando defendi meu artigo científico sobre "obesidade infantil", que está para ser publicado, sob orientação do professor doutor Lucimar Teixeira.

Como você avalia a Espaço 10 nestes 5 anos de vida ?

Bruno - Aprendi muito com Manoelito (Manoelito Magalhães, coordenador administrativo da Espaço 10) e Vinícius. Me espelho em Vinícius para estar falando sobre assuntos da área, para dar palestras, para atender os alunos, assim como aprendo bastante com Manoelito sobre toda essa parte administrativa. Não vejo um professor e fisioterapeuta igual a Vinícius, nem um administrador igual a Manoelito.

Acredito que toda a evolução da Espaço 10 partiu do conhecimento e vocação deles, quer nas áreas técnica, administrativa, do empreendedorismo, de utilização do marketing e treinamento. Eles tiveram esse "feeling", prezaram pela constituição e treinamento de uma equipe. Hoje, estamos na Era do Conhecimento e quem não tem conhecimento, fica para trás. A partir do trabalho deles e da equipe que eles constituíram, a "equipe Espaço 10", a Academia evoluiu e é hoje a melhor do Centro e uma das melhores de Salvador. A maior prova são as revistas que falam do assunto, as pessoas que procuram a Espaço 10 para aprender, estagiar. Hoje, trabalho na melhor equipe de Salvador, e tomo por base nossos estagiários que têm uma capacitação muito boa, não só na parte técnica como no atendimento, no calor humano, na simplicidade que observo neles.

Pensamos em criar, a partir do próximo ano, uma "academia-escola", um curso de extensão modularizado. As universidades brasileiras falham muito em suas missões acadêmicas, quer seja na parte biomédica ou na área escolar. Ensinam disciplinas em separado, mas não preparam para o mercado de trabalho. Hoje devo meu conhecimento a Claudinho e, principalmente, a Vinícius. Claro que também aos meus estudos e à faculdade. A idéia da "academia-escola", já implantada em São Paulo pelo professor Nei Pereira Filho, seria para justamente compensar esta defasagem da faculdade.

E sua experiência com palestras ? Quais são os seus planos na área acadêmica ?

Bruno - Há um mês fiz uma palestra na Universidade Federal da Bahia para alunos do primeiro e segundo semestres de Educação Física, com o tema "Atividade Física na Promoção da Saúde". Também, na Universidade Católica do Salvador, com os mesmos tema e público alvo. No próximo mês de Janeiro, estarei palestrando no curso de Atualização em Musculação, que é promovido pela Academia Espaço 10.

Pretendo fazer o mestrado em Educação Física oferecido pela UFBa. Tenho essa vontade de conciliar o trabalho em academia com a área de ensino ... tenho a vocação para falar em público, ensinar ... Quero desenvolver meu projeto de pesquisa e encaminhar para os coordenadores do mestrado.

Sua atuação como personal trainning?

Bruno - Tenho quatro alunos, aqui mesmo na Espaço 10, sendo que uma garota está afastada por questões de férias escolares. Um deles, o Maurício Torres, é atleta de natação. Faço um trabalho específico com ele.

Qual a diferença no trabalho com um atleta e um "comum" ?

Bruno - No caso do atleta, a atividade é voltada para o desporto em si, para o ganho de performance. Tentamos adaptar na musculação o gesto desportivo, ou seja, o que ele vai aplicar no esporte dele. Antigamente, existia o mito de que a musculação era prejudicial ao atleta, que o deixava duro, sem flexibilidade. Mas não é bem assim. Existem vários estudos que comprovam a melhoria de performance de atletas com a utilização da musculação, quer com o ganho de massa muscular, quer na proteção articular, dos ligamentos e músculos, assim como no aumento de potência muscular e da amplitude de suas articulações.

No caso do não atleta, buscamos atender o seu objetivo, como aumentar massa muscular, perder peso, melhoria de estética, da qualidade de vida, dando sempre dicas de alimentação.

O que os alunos mais buscam na Espaço 10 ?

Bruno - Grande parcela visa a questão estética. Com a Era do Conhecimento, as pessoas já passaram a buscar também a melhoria na qualidade de vida, a saúde, evitar a hipertensão e os efeitos deletérios do envelhecimento futuro. Melhorar a aptidão física, potencializando suas capacidades funcionais para atividades de rotina, como trocar uma lâmpada, um pneu, carregar uma sacola.

Nos anos 60 e 70, a atividade física era realizada para obtenção de performance principalmente no desporto através de trabalhos aeróbicos. Nos anos 80 e 90, a musculação como base para a melhoria de performance. Início do século, com a visão passando a ser a da obtenção da qualidade de vida e saúde. Já a visão futurista, entende a academia como centro de entretenimento e prazer. E isso não vai demorar a acontecer, e nós, na empresa, teremos que nos adaptar a tudo isso. As pessoas já procuram a Academia com esse objetivo, tirar o stress do trabalho, como lazer.

É com muita satisfação que tenho notado uma busca muito grande dos alunos na melhoria de qualidade em suas vidas, principalmente os idosos aqui na unidade Canela, que tem uma proximidade com clínicas favorecendo a formação de parcerias. Encaminhamos alunos com problemas ortopédicos para as clínicas, e elas nos mandam pacientes que necessitam de uma continuidade na reabilitação de problemas no joelho, na coluna, no ombro. É um processo de fidelização que tem dado certo.

Como você tem observado os resultados junto aos alunos ?

Bruno - A questão da retenção é muito importante e tem sido debatida em encontros, assim como tem sido alvo de reportagens em revistas. Antes, o pensamento era usar o marketing para trazer o cliente para dentro da empresa, não se ligava muito em mantê-lo. Essa é a grande preocupação hoje em dia. Não só trazer o cliente, como ter uma excelência no atendimento para mantê-lo. É uma grande dificuldade, já que apenas 2% da população pratica atividade física. Temos, portanto, que atacar 98% dela e retê-la. Mesmo com a globalização, a internet, a disseminação dos benefícios que a atividade física proporciona, o número de usuários ainda é pequeno, mas tende a crescer.

Sentimos na Academia Espaço 10 um calor humano muito grande, fato que não observo em outras academias. Por este motivo, a grande maioria dos clientes que chega, por aqui fica. Pela forma como são feitos o atendimento, a abordagem, a passagem de confiança com a demonstração de conhecimento e, principalmente, com o calor humano. O sorriso, o abraço do professor, um trabalho semi-personalizado como comentamos por aqui. É por isso que a incidência de "personais" não é tão grande na Espaço 10, é por isso que retemos muito o cliente na Academia, e nossa pesquisa de satisfação tem excelentes resultados.

Por tudo relatado, posso dizer que meu trabalho não se resume mais à parte técnica. Entra pelo atendimento, com a busca da excelência, juntamente com a equipe da Academia.

E ai ? ... algo que não tenha perguntado, e que gostaria de falar ?

Bruno - Gostaria de falar sobre minha família. Em primeiro lugar, dizer que estou muito feliz com a pessoa que estou namorando, um namoro recente, e espero que dê certo. O nome dela é Maria Aparecida Mascarenhas, Cida.

Eu tenho uma família maravilhosa. Perdi minha mãe cedo, quando tinha 10 anos de idade, portanto estou 17 anos longe do seu convívio, do amor materno. No entanto, meu pai, Seu Brasílio Machado Ramos, o "Báu", é um "pãe" para mim. Em sua ausência, como agora, que está no Interior, tenho que ligar para ele, e até choro. Ele queria muito que eu seguisse a carreira de jogador, mas está bastante satisfeito com a profissão que abracei. Tenho dois irmãos, Fábio, 26 anos, e Rafael, 21. Somos três "marmanjões" muito unidos. Amo muito minha família, que me joga para cima, me dá esse poder de seguir adiante com meus objetivos. Não posso esquecer de mencionar Sueli, que é uma pessoa oriunda do Interior, e que ajudou meu pai em nossa criação, mas que não é nossa madrasta não, nem teve envolvimento com ele. Veio como empregada doméstica, mas deixou de ser, e hoje continua morando conosco, é nossa mãe "adotiva".

Deixa uma mensagem para a turma que acessa o site ...

Bruno - Busque a atividade física como uma forma de terapia de vida, para promover melhorias em sua saúde, que resultem no seu bem-estar físico, social e emocional. Outra coisa é nunca desistir dos seus objetivos, pois é a partir das dificuldades que crescemos. Aprendemos com a vida e temos um objetivo comum nela que é a busca da felicidade. Realizando tudo na vida com amor, conseguimos obter a felicidade.

Entrevistador
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VERÃO batendo na porta e... QUAL O SEU OBJETIVO com a Academia?



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