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Cama elástica (JUMP) na sala de ginástica
Paulo Rodrigo Aristides, educador Físico, foi convidado a participar da Seção Musculação 10 pelo Prof. Vinícius Galvão e com ele escreveu esta coluna.


Colocar camas elásticas e elaborar diversas coreografias de ginástica sobre as mesmas foi uma grande sacada de provavelmente algum (a) aluno fanático por ginástica que já passou por tratamento fisioterapêutico. As aulas são extremamente prazerosas, o gasto calórico é bastante elevado, os jumps são relativamente seguros e, supostamente, poderiam ser praticados por qualquer aluno, uma vez que estes implementos são largamente utilizados em reabilitação neuro-ortopédica. Será? Será?

O que foi inicialmente observado, na Academia Espaço 10 não foi bem isto. Vários alunos, não conseguiam realizar uma aula completa (50 minutos), muitos apresentaram desconforto respiratório (ultrapassaram o limiar anaeróbico) alguns passaram por estágios de hipoglicemia e havia muitos relatos, de dor na parte anterior do joelho no dia seguinte às aulas.

Até o presente momento não foi divulgado nenhum estudo científico que envolvesse esta modalidade nas academias. Não como elemento terapêutico. Assim sendo, os professores de ginástica desta academia modificaram a metodologia das aulas: movimentos menos complexos, saltos com menos profundidade, uso mais constante de apoio bi-lateral de membros inferiores e ritmos alternados de músicas coreográficas. Resultado: maior freqüência de participantes com baixo índice de queixas em geral.

A única exceção, que ainda assim, com baixo índice, era a dor na parte anterior do joelho. Quando se realizava o teste de estresse específico para condromalácia patelar nestes alunos, revelava-se positivo. Feito uma breve revisão bibliográfica, achamos um excelente artigo de Rogério Silva: Síndrome de dor patelofemoral (http://www.revistareabilitar.com.br) que em sua introdução relata:”...para Watkins (1999), a síndrome da dor patelofemoral é freqüentemente associada a atividades que envolvam intensidade de pressão de alta freqüência da unidade tendão do quadríceps – ligamento patelar.” Este parágrafo retrata bem as aulas de JUMP como fator determinante na dor anterior do joelho .

Ainda para acrescentar, não podemos esquecer, da “Lei de Hooke”, a qual relata que “quando aplicamos uma força externa à mola, surge nesta, uma força intrínseca à mola que atua no sentido contrário ao da força externa, denominada força elástica”. É exatamente o que acontece com o JUMP. Por possuir um sistema de molas, permite um excelente amortecimento, na fase de apoio, porém o contrario acontece na fase de propulsão: através do aumento de força elástica (Lei de Hooke), a fase de propulsão é caracterizada por uma repentina e repetida força contrária, impulsionando nosso corpo para cima, exercendo excessiva pressão sobre nossas articulações.

Resumindo; pessoas com problemas articulares tipo discopatia degenerativa, hérnia discal, entorses recorrentes de tornozelo, lesão meniscal etc. deveriam evitar o uso da cama elástica em salas de ginástica; não nos consultórios de fisioterapia.

Vinícius Galvão
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VERÃO batendo na porta e... QUAL O SEU OBJETIVO com a Academia?



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