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Como Chegar a Terceira Idade de Forma Mais Saudável
Atividade Física para um Envelhecimento Saudável


O envelhecimento humano é resultado de um processo gradual de envelhecimento celular, logo, fisiológico. Segundo Nahas (2006, p. 165), “modernamente, o envelhecimento humano é definido como um processo gradual, universal e irreversível, que acelera na maturidade e que provoca uma perda funcional progressiva no organismo.” Nesse sentido, é considerado gradual porque acontece desde o nascimento, universal porque acomete todos os seres humanos e é irreversível porque as células irão chegar a um momento em que não se rejuvenescerá mais. Para Smeltzer e Bare, “o envelhecimento é um processo normal de mudanças relacionada ao tempo, começa ao nascimento e continua por toda a vida” (2002, p. 14). Em geral, idosa é toda pessoa com 65 anos ou mais, com exceção do Brasil, onde se considera idoso toda pessoa com mais de 60 anos.

O que se sabe é que esse processo trará como conseqüência uma acentuada vulnerabilidade às doenças, alterações fisiológicas, anatômicas estruturais, cognitivas e sensoriais e a diminuição da capacidade funcional, esta por sua vez, irá interferir na qualidade de vida promovendo a diminuição da mobilidade, da destreza, da lucidez. Segundo Nahas (2006, p. 169), essa “diminuição da capacidade funcional – e a conseqüente redução na qualidade de vida – que acompanha o processo de envelhecimento, pode ser atribuído a três fatores: envelhecimento natural, doenças e o fenômeno do desuso (inatividade)”.

Para Nahas (2006, p. 168), “as intervenções que mais afetam a qualidade do envelhecimento estão centradas na eliminação do fumo, no aumento da atividade física habitual e na melhoria dos padrões nutricionais”. Em suma, um estilo de vida saudável, atrelado a eliminação de aspectos insalubres podem aumentar as chances de uma velhice mais saudável, como por exemplo, a diminuição da capacidade funcional que ocorre em grande parte devido à inatividade física, pode ser melhorada com adoção da prática regular de exercícios físico, atividades mentais, sociais, e sobretudo, encorajamento ao aprendizado contínuo no intuito de manter a autonomia do idoso e a diminuição dos efeitos próprios dessa fase.

O repertório motor adquirido pelo homem durante anos e utilizado de diversas formas como atividade física, garantiu na atualidade respaldo técnico e científico para promover qualidade de vida, ativar habilidades motoras e prevenir doença a inúmeras pessoas, em diversas faixas-etárias, logo, com os idosos não seria diferente. Para esse público, é essencial uma atividade física bem planejada e específica.

Uma das conseqüências do processo de envelhecimento que merece destaque é a diminuição acentuada de massa muscular, devido á substituição dessa massa por colágeno e gordura. Esse fenômeno, conhecido como sarcopenia, propicia a redução da força muscular, que associada à diminuição das fibras de contração rápida (tipo 2), promove no idoso, movimentos mais lentos, falta de equilíbrio e de flexibilidade articular, principalmente na diminuição da amplitude articular dos tornozelos, isso explica a propensão à quedas e conseqüentemente fraturas, esta última, relacionada à redução de massa óssea, mais comum em mulheres.  Essa diminuição da força também gera alterações posturais, dentre elas podemos destacar o aumento da gibosidade (cifose), promovida pelo enfraquecimento da musculatura das costas que, juntamente com alterações na estrutura dos discos intervertebrais, causam diminuição na estatura. De um modo geral, em se tratando de promoção à saúde e manutenção de um estilo de vida saudável, a prioridade, dentro de inúmeras estratégias, é o desenvolvimento de um estilo de vida ativo. Nesse sentido, a atividade física regular para o idoso, promove melhoria nos níveis de flexibilidade, força, massa muscular, do equilíbrio e da marcha, assim sendo, favorece a uma menor incidência de quedas e conseqüentemente fraturas. Além disso, vai resultar em uma independência na realização das atividades de vida diária. A atividade física regular causa também ajustes apropriados ao nível psicológico e fisiológico, tais como: melhora da auto-estima, da autoconfiança, do autocontrole e do humor, auxilia no tratamento do mal de Parkinson, do Alzheimer e da osteoporose, reabilitação orgânico-funcional, desenvolvimento da aptidão física, controle da glicemia e hipertensão arterial, melhora também da função pulmonar, da dinâmica do sistema circulatório.

Portanto, para um programa de atividade para idoso, é essencial maximizar a socialização, ao passo que essa atividade deve ser prazerosa, tornando-se um habito; com exercícios que reproduzam o seu cotidiano com mais autonomia e envolva tarefas de força, equilíbrio, de mobilidade articular, alongamentos. É aconselhável um acompanhamento de um profissional qualificado para esse público, pois este saberá identificar as limitações através de avaliações específicas para tornar esse idoso mais independente.

Por: Sidney Santos e Ademar Bessa

 

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