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Musculação e Mobilização de Gordura
Os praticantes de musculação, historicamente, nunca foram grandes adeptos dos exercícios aeróbios.


Evidências práticas sugeriam que os exercícios contínuos de longa duração poderiam atrapalhar o ganho de massa muscular. Atualmente, este efeito está documentado cientificamente. No entanto, já há alguns anos, muitos musculadores passaram a realizar exercícios aeróbios porque "enfiaram nas suas cabeças" que tais exercícios eram necessários para a saúde e para reduzir a gordura corporal. Conhecimentos científicos já demonstraram que esses efeitos não são exclusividade dos exercícios aeróbios. A prevenção de doenças ocorre com qualquer tipo de atividade física desde que o gasto calórico seja superior a 200 Kcal em média diária. A redução do tecido adiposo ocorre estimulada também por qualquer tipo de atividade física.

Musculadores antigos já dispunham de evidências práticas no sentido de que o treinamento com pesos e dieta eram muito eficientes para estimular a perda de gordura corporal. No entanto eram, e às vezes ainda são, considerados "defensores irracionais" da musculação, movidos pelas emoções, visto que muitos trabalhos científicos identificaram as vias metabólicas do emagrecimento, que são aeróbias. No entanto, vários trabalhos igualmente científicos, documentam que após período de treinamento com pesos ocorre redução da gordura corporal. Como vemos, os defensores da musculação para o emagrecimento não estão "órfãos" da ciência. O que ocorre é que muitos profissionais não consideram os trabalhos que documentam emagrecimento na musculação, argumentando que os métodos de determinação da gordura corporal têm consideráveis margens de erro, enquanto que os trabalhos de investigação sobre as vias metabólicas costumam ser muito bem estruturados metodologicamente.

Recentemente circulou entre nós, em português, uma adaptação de artigo de revisão científica sobre o assunto da autoria dos pesquisadores Christopher L. Melby e James O. Hill, da Universidade do Colorado, como parte da coleção "Sports Science Exchange" do Gatorade Sports Science Institute. Nesse trabalho os autores demonstram a concepção teórica que permite o entendimento de todos os estudos disponíveis, e que tem sido endossada por muitos pesquisadores da área. Resumindo, a base do emagrecimento é o balanço calórico negativo ou seja, a ingestão de menor quantidade de calorias que o gasto energético diário. Os exercícios contribuem para o processo aumentando o gasto calórico imediato e, mais a longo prazo, aumentando a taxa metabólica basal devido ao aumento da massa muscular. Quando o exercício é aeróbio a mobilização de gordura ocorre durante a sua execução; não ocorrendo ingestão das calorias gastas, a gordura mobilizada não será reposta. No caso dos exercícios anaeróbios como por exemplo a musculação ou a corrida acima da faixa de intensidade conhecida como "zona de emagrecimento", a energia para a atividade depende quase que exclusivamente do glicogênio muscular, o que reforça a concepção de que tais exercícios não podem emagrecer. No entanto, após o término da atividade, a reposição do glicogênio utilizado é uma prioridade metabólica. Grande parte do carboidrato alimentar será utilizado para esse fim, sendo portanto desviado de outras funções metabólicas. Para o metabolismo basal, tudo se passa como se a pessoa não tivesse ingerido essas calorias, criando assim o balanço calórico negativo, desde que a ingestão de alimento não seja excessiva. A mobilização de gordura do tecido adiposo ocorre portanto depois dos exercícios anaeróbios, para suprir energia para todas as necessidades metabólicas, incluindo a resíntese do glicogênio e a síntese de proteinas musculares, esta estimulada mais pelos exercícios anaeróbios do que pelos aeróbios. Assim sendo a mobilização de gordura estimulada pelos exercícios anaeróbios ocorre em repouso, que é uma situação aeróbia, e já foi documentado que pode estar aumentada até mesmo 44 horas após o término da atividade. Desta maneira, o caminho do emagrecimento não poderia ser mais simples: salvo desvios metabólicos patológicos, basta aumentar o gasto calórico com exercícios de qualquer tipo e não ingerir as calorias gastas. O entendimento é simples; o difícil é fazer.

Dr. José Maria Santarém
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