FREE PASS (Experimente a academia por três dias sem pagar nada)

Paulinho é nosso entrevistado
Paulo César Oliveira, 32 anos, aluno da Espaço 10 Canela, tem, apesar da pouca idade, uma vasta experiência no mundo musical.


Inicialmente nas bandas Stone Bull e Dr. Cascadura, depois com a carreira solo que vai ser marcada breve com a gravação de seu primeiro disco. Conversamos com Paulinho Oliveira logo após sua malhação numa manhã de sábado. Confira:

Conte-nos um pouco sobre a sua carreira ?

Paulinho - Na época de escola, participei de Intercolegiais, representando o colégio que estudava, o São Paulo. Quando entrei na faculdade, montei uma banda. Era uma época que as bandas cantavam em inglês. Tinha a Brincando de Deus ... a Úteros em Fúria aqui em Salvador. Montamos a Stone Bull ... Eu, Maurício Braga, que toca com Lanlan atualmente, Luís Fernando, atual baixista do Dr. Cascadura ... o cantor era Fernando Cueg, um cara lendário na noite de Salvador. Uma época de sonho com uma carreira internacional, na "carona" do Sepultura, Viper, Angra ... A gente tocou um bom tempo, Fernando saiu da Banda e gravamos um disco como trio.

No início de 94, Maurício foi para os Estados Unidos e, em Agosto, fomos também. Ficamos lá até Março de 95. Quando voltamos, nos transformamos na banda da apoio de Márcio Melo.

Eu me afastei do trabalho com Márcio em 98. "LF" e Maurício ficaram com ele até 2000, 2001 ... quando Márcio Melo foi para São Paulo.

Em 1996, eu e Maurício entramos para o Dr. Cascadura, uma Banda que já existia e estava com o primeiro disco já gravado. Esse disco ficou na gaveta até 97, quando a gente conseguiu lançar. Em 98 gravamos o segundo, que saiu em 99.

Fizemos um bocado de coisas nesse tempo ... em 1996, tocamos no Abril Pro Rock em Recife, em vários festivais aqui em Salvador, pelo Interior, fomos a São Paulo onde fizemos um show no Blen Blen Club, tocamos semanalmente durante uns três anos. Em 99, fizemos um show de lançamento do segundo disco no Teatro ACBEU. No ano seguinte, fizemos mais uma temporada na "night", em bares.

Acabei saindo da banda porque era o final daquela "era" ali. Maurício não estava mais, Alex Pochat também não, ele que era o baixista da Cascadura e hoje também tem um trabalho individual. Fábio, que era o cantor, montou uma nova banda. Aquele time foi se fragmentando.

Eu parti, na época, para fazer um trabalho que já estava atrasado, o disco solo de Paquito. Ele estava com o projeto há muitos anos, o conhecia desde os anos 80. Montamos uma banda prá ele, fizemos uma temporada de shows e gravamos o disco, que saiu em 2002. Nesse meio tempo, resolvi fazer meu trabalho individual também. Estreei no Festival "Julho em Salvador", evento que já revelou muita gente.

E nesse período de dois anos, o que rolou ?

Paulinho - (risos) ... Tentei ... se já é complicado com uma banda, individual é mais difícil ainda. Paralelamente aos shows, que faço esporadicamente, venho tentando montar uma estrutura de apoio ao trabalho.

Fiz o projeto de um site de artistas daqui de Salvador no ano passado, que foi muito bem sucedido. Se chamava Barreira do Som. Fizemos um evento enorme, de um mês, no ED10, e foi sucesso de público. Os acessos ao site eram expressivos, mas é muito difícil você manter esse tipo de projeto por muito tempo, porque o apoio é mínimo.

Em 2004, me associei à Sitorne Estúdio de Artes Cênicas, uma escola tradicional, já com 10 anos. Tem uma produtora de teatro e está agora diversificando suas atividades com a música. Fui chamado por essa experiência com a Barreira do Som e por todos os anos como artista independente, com o Dr. Cascadura e o Stone Bull.

Fizemos um "pocket show" no início do ano, um acústico lá no teatro deles, que fica no Rio Vermelho (Café Teatro da Sitorne), montamos o departamento de produção, e um show no Teatro do SESI dia 26/08.

Fiz trabalhos paralelos com Guiga Reis, Márcio Melo, Nana Meirelles, Paquito, Daniela Firpo. Também no French Quartier, com bandas que tocavam os Beatles (Tributo aos Beatles), Beach Boys e Eric Clapton.

Um show único ?

Paulinho - Era para ser uma temporada, mas até os teatros em Salvador estão ficando escassos. O ACBEU, por exemplo, ficou fechado um tempão ....

Temos um projeto para ficar o Verão semanalmente no Teatro da Sitorne. Antes disso, teremos um Festival de Cultura em Porto Seguro, com música, teatro, dança, artes plásticas, um projeto para Novembro.

Você com que função ?

Paulinho - Como produtor da Sitorne, inclusive do produto "Paulinho Oliveira". Vou tocar no Festival lá em Porto, sou um dos artistas, mas também serei um dos produtores.

Quais vão ser as outras atrações do Festival ?

Paulinho - A Sitorne tem uma companhia de teatro, que vai entrar com três peças. Vai ter um quarteto de cordas, com músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), uma cantora chamada Andréa Costa Lima, que faz um trabalho com jazz, atrações de Porto Seguro que ainda serão definidas. Também, a Filarmônica da cidade.

Nesse meio tempo, pretendo gravar, entre Setembro e Novembro, paralelamente ao trabalho do Festival e da temporada de Verão. Gravar meu trabalho, meu primeiro disco individual.

O tempo não está muito curto ?

Paulinho - Não, porque a arte já está toda concebida. É questão de sentar e gravar. As pessoas já foram contactadas. O produtor, um grande amigo, o Cândido Neto, está chegando agora dos Estados Unidos. Estudou na mesma escola que estive, a Musician Institute. Fez um curso de gravação e está trabalhando nessa área há três anos. Ele chegou querendo dar continuidade com artistas que conhecia aqui e, provavelmente, meu trabalho será o primeiro.

E qual será o estilo musical desse trabalho individual ?

Paulinho - Rock tradicional ...

Tipo ... ?

Paulinho - As pessoas comparavam muito no começo com Lenny Kravitz. Inclusive, teve uma matéria no jornal fazendo a comparação.

Na verdade, a gente tem as mesmas influências ... claro que eu gosto muito dele, de Lenny. A gente se formou bebendo das mesmas fontes, The Beatles, The Rolling Stones, Led Zepellin, outros artistas menos conhecidos no Brasil dos Anos 70, bandas inglesas como a Free e a Trapeze, o Deep Purple, que é bastante conhecido. A referência brasileira seria Rita Lee, Os Mutantes ...

As músicas nos shows ... de terceiros, autoria própria ?

Paulinho - São minhas ... De outros, alguma coisa, pouca coisa. Nesse último show em Agosto, toquei de cover o Elton John, uma música Tiny Dancer, "antigona", de 1972 ou 1974, ressuscitada por um filme chamado "Quase Famosos". Toquei uma dos Beatles também - "Something" - homenagem a George Harrison. E uma música de uma banda paulista chamada Detetives, que está começando a aparecer agora para o público. Uma música antiga, chamada Estrela do Show. Não os conheço ainda, quem me apresentou o trabalho deles foi Glauber, meu parceiro de composição. Glauber era cantor dos Dead Billys, uma das maiores bandas de Salvador nos anos 90. Ele era chamado de Mosca Billy. Hoje, trabalha como compositor e designer.

A maioria das músicas desse trabalho individual são em parceria com Galuber. Tem duas em parceria com Fábio Cascadura e uma que estava pronta da época do segundo disco do Dr. Cascadura, não tinha letra, e que Glauber fez ...

O seu trabalho é em inglês ?

Paulinho - Não, todo em português. Inglês foi na época do Stone Bull.

Nos shows, você toca sozinho ou com uma banda ?

Paulinho - Um banda. Eu com guitarra, mais uma guitarra, um baixo e bateria.

Banda fixa ?

Paulinho - É difícil uma banda fixa. No último show, foi com Cândido Neto na guitarra, Renato Ishirara no baixo e Mauro Taim na bateria. O Mauro já tinha tocado comigo no Cascadura também.

Pensa em voltar a tocar numa banda um dia ?

Paulinho - Acho muito difícil. É um caminho natural. Fiz parte de uma banda desde que era criança. Desde o ginásio, sempre fiz parte de um time, um grupo.

Sonhos ?

Paulinho - Queria poder lançar periodicamente trabalhos. Gosto de produzir, tenho o sonho de produzir o máximo de tempo que eu consiga.

Público cativo ?

Paulinho - Sim. Pessoas que conhecem meu trabalho no Cascadura e meu trabalho individual.

E o acesso a Paulinho Oliveira ? Site ?

Paulinho - Tive um site durante um ano e meio mais ou menos. Foi reformulado e está para ir ao ar breve, falta pouco. No endereço www.paulinholiveira.com as pessoas breve vão poder acompanhar meu trabalho.

E a Espaço 10, como surgiu em sua vida ?

Paulinho - Bem ... voltei a morar no Canela. Minha esposa já malhava na Espaço 10 e gostava, como ainda gosta muito da Academia. Eu, que estava em outra academia, passei a malhar na Espaço 10 também.

E a parceria ?

Paulinho - Inicialmente para o show do SESI. A Espaço 10 apóia peças de teatro, shows ... Apresentei o projeto como produtor, gostaram muito e resolvemos ser parceiros. Manoelito (Manoelito Magalhães, coordenador administrativo financeiro da Espaço 10) já me deu a "deixa" que a Academia vai "colar" comigo nessa temporada de verão, o que é muito bom.

O que falta para o rock baiano deslanchar ?

Paulinho - Acho que a Imprensa local poderia ser mais generosa com os artistas. Eu sinto falta disso. Às vezes, um artista de fora, com um trabalho que não é tão legal quanto o de um artista daqui, tem um destaque muito maior. Isso sempre me irritou.

Outros empresários, como o pessoal da Espaço 10, deveriam investir. Se você quiser que no futuro as pessoas olhem para a época que você viveu e tenham como referência coisas legais, depende da gente fazer, ou investir, ou apoiar, ou ir para o show, pagar ingresso, prestigiar. É um compromisso com a História. Eu diria que que já vivi bastante coisa prá ter essa percepção de uma História. Olho para os anos 90 e vejo que a gente tentou muito, construiu muitas coisas legais, que nem todo mundo conhece, porque não teve muita grana investida, não teve tanto apoio da imprensa, poderia ter sido muito mais. É o grande diferencial das cenas de Salvador com as de Recife nos anos 90, de Belo Horizonte, Brasília nos anos 80 ... Estive em Recife no Abril Pro Rock de 1996 e vi como eles eram apoiados, prestigiados, e quanto tinha dinheiro investido ... Chico Science, Nação Zumbi ... É o que falta aqui, porque artistas e gente boa tem.

E seu interesse pela atividade física ?

Paulinho - Na adolescência, uma bobagem na escola. A sério mesmo tem uns dois anos.

Refletiu no seu dia-a-dia, na sua atividade profissional ?

Paulinho - Totalmente, mudou completamente minha vida, o rendimento, minha atitude para o trabalho. Foi muito importante para essa de artista individual. Coincidiu esse novo momento de artista solo com a malhação. Me senti melhor, mais disposto, com a auto-estima melhor, com um "gás" extra ...

Eu era doze quilos mais magro e adquiri massa muscular. Você melhora seu humor, sono, alimentação, digestão, seu corpo funciona muito melhor.

Uma mensagem para a turma da Academia Espaço 10 ...

Paulinho - Recomendo a atividade física prá qualquer pessoa. Malhar foi a melhor coisa que aconteceu prá mim nos últimos tempos. Minha vida mudou completamente, me sinto muito melhor.

Entrevistador
comments powered by Disqus




Clique e leia a matéria.
Aulão Fit Dance

Dica do Mestre: Utilização das borrachas nos membros inferiores


VERÃO batendo na porta e... QUAL O SEU OBJETIVO com a Academia?



Banner Free Pass ×