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Vagner Ferreira - Coordenador de Ginástica da Espaço 10
Vagner Marcelo Pinto Ferreira, 24 anos, professor de Educação Física, é o coordenador de ginástica da unidade Canela da Espaço 10.


Tímido fora das salas de aulas, mas extremamente brincalhão e amigo dos seus alunos durante as atividades físicas, Vagner se aproximou da área por conta do futebol.

Iniciou na Academia Espaço 10 como estagiário, seguiu como professor e, há quase dois anos exerce o cargo de coordenador. Conversamos com Vagner numa manhã de sábado, aproveitando uma brecha entre duas reuniões administrativas da sua equipe. Confira:

Quando foi que você começou aqui na Espaço 10 ?

Vagner - Comecei como estagiário em 2002. Foi num dia de segunda-feira, 4 horas da tarde, na Piedade.

Foi sua primeira experiência profissional ?

Vagner - Não, já tinha uma experiência de aproximadamente três anos. Um pouco com musculação, um pouco com avaliação física, até que iniciei com a ginástica.

E a sua formação ?

Vagner - Sou formado em Educação Física pela Universidade da Bahia.

O que motivou você a entrar na área de Educação Física ?

Vagner - Sempre gostei de jogar futebol, fui da seleção do meu colégio, o São Bento, participei de jogos intercolegiais, campeonatos de bairro. Praticava todos os esportes, mas foi o futebol que me levou a gostar da atividade física.

Nunca pensou em jogar futebol profissionalmente ?

Vagner - Joguei no infantil e no juvenil do Ypiranga, mas ai começaram as viagens para o interior, que atrapalhavam os estudos, e parei. Hoje, jogo futebol por diversão.

Pretensão de fazer pós-graduação ?

Vagner - Sim. Em organização e marketing de academia, que ainda não tem aqui em Salvador. O curso existe em Vitória (ES) e São Paulo.

Esse curso está mais voltado para a área administrativa do que de educação física propriamente dita. Qual o motivo da opção ?

Vagner - Hoje sou coordenador de duas academias (além da Espaço 10, Vagner é coordenador da Well Academia). Outras, que ainda serão inauguradas, me procuraram para fazer consultoria no que tange o estabelecimento da estrutura para a sala de ginástica, como utilizar melhor o espaço existente, etc ...

Por este motivo, passei a me interessar pelo assunto, a ler sobre o assunto. Livros sobre administração, organização e marketing em academias, de Almeris Armiliato e Jorge Gonçalves, entre outros autores. Obras muito importantes, inclusive, para a minha função atual de coordenador.

Quando fui a São Paulo, através da Espaço 10, para participar do IHRSA (6ª IHRSA Fitness Brasil - Latin American Conference e Trade Show), me identifiquei muito com o empreendedorismo nas palestras. Quando voltamos, fiz três palestras sobre o assunto na Espaço 10 e em outras duas academias.

Quer dizer que pretende "pendurar as chuteiras", parar de dar aulas ?

Vagner - Não. Pretendo dar aulas enquanto puder, gosto de dar aulas. Penso que para ser um bom coordenador de ginástica, precisamos estar na sala de aula para saber o que acontece com os clientes, o que eles pensam, qual a situação do professor. Quando for cobrar, saberei quais as condições que são dadas para ele. Preciso entender bem aquele espaço, para disponibilizar o melhor suporte possível.

Como é que acontece essa troca de informações entre professor / coordenador e aluno ?

Vagner - Existem dois aspectos: O lado pessoal do aluno, quando ele quer uma aula específica em um horário específico, e o lado organizacional, administrativo, com a empresa (academia) objetivando uma maximização do número de alunos.

Fazemos um histórico com a média de alunos por aulas, observando para os horários, as aulas e professores que se encaixam melhor, com o objetivo de atender, sempre, o maior público e, é claro, com o maior nível de satisfação possível.

Geralmente, o programa de aulas é modificado de três em três meses. No entanto, mensalmente fazemos alguns ajustes para maximizar o programa de ginástica.

Como é dividido o trabalho de coordenação da ginástica na Espaço 10 ?

Vagner - Sou o coordenador do Canela e Cristiane é a coordenadora da Piedade, mas nós coordenamos, conjuntamente, a equipe toda. A divisão fica por conta das atividades de cada uma das unidades.

Quando um dos dois tem uma idéia de evento, nos reunimos e o estabelecemos para as duas unidades, através do consenso.

Quais as aulas que você mais gosta de dar ?

Vagner - Gosto de dar todos os tipos de aulas. Quando dou aula de "Local", as pessoas dizem que eu pego pesado ... No "Combat" (simulação de artes marciais), as pessoas dizem que eu me transformo nas dramatizações, "caras e bocas", falam dos barulhos, chutes ... No "Jump", comentam da intensidade, de ser rápida, comentam que é uma aula forte. Ainda tem o Body Pump (treinamento de resistência com pesos), que era uma aula com pouca participação, mas se tornou uma aula cheia.

Escolher uma aula é complicado, mas a que os alunos me vêem melhor, acredito que é o Body Combat. Muitos perguntam se eu já pratiquei lutas marciais, mas nunca as fiz. O que faço é treinar a pré-coreografia constantemente. Estou sempre treinando até para melhorar o olhar, o ombro, o chute, a "ponta dos pés" ... Sempre procuro a perfeição dos movimentos.

Quais os produtos que deverão ser lançados para a ginástica na Espaço 10 ?

Vagner - São os novos programas da Body System: o Body Jam, o Body Step, o Body Attack e o Body Balance. São franquias que a Academia ainda não tem, mas que serão disponibilizadas nas novas instalações da unidade Campo Grande. Chegamos a ministrar algumas aulas desses programas, e foi criada uma expectativa muito grande entre os alunos. É a maior novidade da ginástica na Espaço 10.

Até que ponto a mudança para o Campo Grande vai favorecer o trabalho de vocês ?

Vagner - Maior espaço, melhor acústica com conseqüente melhoria da qualidade do som e um maior fluxo de alunos pela localização.

Como se dá a participação dos coordenadores no processo de retenção dos clientes ?

Vagner - Planejamos eventos de retenção ou para captação de novos clientes. Como novidade, na ginástica, promoção de eventos nas escolas e empresas localizadas na região. Levamos nosso trabalho, o que a Academia pode oferecer para futuros clientes, com aulas de Jump, Combat, Pump e, futuramente, novas modalidades.

E sua relação com os alunos ... ?

Vagner - Sigo um padrão de aulas. Saio de casa, sabendo como vou chegar na academia e como vou sair, dando o máximo de informações possíveis para os alunos, aumentando minha rede de relacionamentos, pois acredito que, desta forma, os alunos irão freqüentar ainda mais as minhas aulas.

Tinha o defeito de não cumprimentar as pessoas quando chegava na academia, apenas quando elas chegavam na sala de aula. Achava que era dessa forma que deveria receber os meus clientes. Percebi que deixava de falar com as pessoas que não iam para a sala, não tinha relação com todos. Foi quando Vinícius (Vinícius Galvão, coordenador técnico da Espaço 10) me deu uma orientação, e passei a visitar a sala de musculação antes das aulas, falando com professores e alunos. Consegui aumentar o número de alunos na sala de ginástica, pois quebrei o "gelo" com alguns, que nem me conheciam direito.

Dentro da sala, eu brinco muito, as pessoas dizem que eu me transformo. As pessoas até comentam - "Esse cara não é aquele tímido que eu vi lá embaixo, ele é maluco" (risos) ... Faço muita associação com a vida das pessoas nas aulas, principalmente nas aulas localizadas, que têm fama de serem chatas por utilizarmos pesos. Com as brincadeiras, os alunos ficam mais descontraídos, sorriem, e levam as aulas numa boa.

Procuro dar informações técnicas, de alimentação, variação de treinamento ... Sempre prometo alguma novidade para a aula seguinte ou de outros professores, com o objetivo de cativar os alunos nas aulas.

O assédio das alunas é muito grande ?

Vagner - Aqui não é tão grande. Em academias que já trabalhei, era até demais, se tornava complicado dar as aulas (risos) ... Se nessas, era um percentual de 70%, aqui é algo em torno de 5%.

Como é o dia a dia de um professor de ginástica ... os excessos, a vigilância com a própria aparência ?

Vagner - É normal como todo mundo. Às vezes, as pessoas me encontram no Mc Donald´s e perguntam - "Você come isso ?" (risos) ....

Quando comecei a dar aulas, um professor veterano me disse que eu nunca ia ser um professor de ginástica, quanto mais um bom professor de ginástica. Assisti uma aula de "step" e pensei - "Vou ser professor disso ai". Peguei steps emprestados, levei para casa, e treinei, treinei ... As pessoas comentavam - "Ele nem tem corpo de professor", pois era dez quilos mais magro.

Eu estava começando como estagiário, com a função de monitorar a freqüência dos alunos que usavam a bicicleta, e observava o professor de ginástica. Pensava - "Como o professor consegue gravar tantas coisas para cinqüenta minutos de aula ? Ele deve ser mágico, pois ainda conversa, brinca, sorri ...". Conversei com o professor e ele me disse que era assim como eu, tímido. Que se eu tivesse gostado, me identificado, que "corresse atrás", pois daria certo. A primeira aula que dei, nem sabia "para onde ia a coisa" (risos) ... Foi uma oportunidade que tive, quando o professor titular faltou e, por incrível que pareça, o pessoal gostou. Já comecei no step "rebolando" e os alunos gostaram, se animaram (risos) ...

Batalhei muito e hoje me perguntam como faço para ser um bom professor de ginástica. Acho que a primeira coisa é gostar, e a segunda coisa é se cuidar, porque o tempo de vida útil de um professor de ginástica em atividade é bem menor do que o de um professor de musculação. Nosso risco de lesão é maior, o desgaste nas aulas é muito grande, precisamos de um bom tempo para recuperação, uma boa alimentação, "às vezes até uma super alimentação", pois perdemos muito peso. Já aconteceu de eu perder três quilos em um único dia de trabalho. Temos que buscar uma suplementação, buscar aconselhamento com um nutricionista - coisa que faço sempre. Todo professor de ginástica, também, tem que fazer musculação por segurança.

O professor é um modelo para o aluno. Não digo que um gordinho ou um baixinho não vá ser um bom professor de ginástica, mas acredito que setenta por cento dos alunos vão para a sala de aulas pelo "shape" do professor, pela estrutura de corpo que o professor tem. De qualquer forma, com qualquer estrutura que o professor tenha, ele precisa se cuidar pela própria vida útil que ele tem.

Uma mensagem para a galera da Espaço 10.

Vagner - Gostaria que o aluno da Espaço 10 fosse para a sala de aula com o objetivo de se sentir bem naquele ambiente que é motivador, acolhedor, e não apenas com o pensamento na estética, sem sentir a aula como uma coisa prazerosa. Assim, ele vai encarar a aula como algo divertido, sem deixar de tê-la de forma segura, que é um dos nossos principais objetivos.


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